O MELHOR AMIGO DO APICULTOR: O FUMIGADOR

O melhor companheiro do apicultor é sem dúvida nenhuma o fumigador, ferramenta apícola usada desde longa data para produzir fumo. Os primeiros fumigadores eram muito rústicos,
consistiam simplesmente em materiais em combustão como folhas ou carvão incandescente. Esta prática ancestral é ainda uma realidade em algumas comunidades de países com baixo poder aquisitivo.  Existem no mercado vários modelos de fumigadores, podem-se encontrar do tipo cachimbo, de fole ordinário, automáticos, etc. O tamanho importa, fazer uma escolha adequada, melhora o rendimento da atividade apícola. Para garantir a maior segurança possível, quer no apicultor quer nas abelhas, os fumigadores tem vindo a evoluir com sistemas de rede que evitam queimaduras no operador e /ou sistemas anti faíscas.
Na apicultura portuguesa está muito divulgado o uso do fumigador de fole, uma ferramenta prática e económica. Trata-se de um aparelho simples, formado por dois corpos, um fole e um depósito cilíndrico. Este ultimo conta com uma grade no fundo para conter o material em combustão e uma tampa com forma de cone com o vértice perfurado que serve para dirigir o fumo. As duas peças estão unidas e trabalham em sintonia devido a um canal de ar. O fole, quando ativado, proporciona ar e mantêm a combustão que terá lugar no segundo. O processo de combustão marca
o ritmo de trabalho. Por tratar-se de um recipiente quase fechado a quantidade de oxigénio é limitada e diretamente proporcional a velocidade de combustão. Se a quantidade de oxigénio for baixa, a combustão será lenta, o apicultor, neste caso, dispõe de um maior período de tempo antes de voltar a carregar. Por outro lado, se a quantidade de oxigénio for elevada, o processo seria rápido e o tempo de trabalho ver-se- ia reduzido, aumentando o risco de queimar o fole. Por tanto, é recomendada uma combustão lenta que precise de constantes inputs de ar. Para conseguir
este processo é recomendado um fole rígido com dois orifícios de saída.

 

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